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CARBURADOR ORIGINAL DO FUSCA 1300 E 1500
Este elemento e sua perfeita regulagem é essencial para o bom funcionamento do motor. Geralmente é frágil, sensível e complicado. Seu funcionamento se baseia no princípio de " Bernoulli ", ou seja, num estrangulamento de uma passagem de ar existirá uma depressão atmosférica. Então, o Carburador ( Figura 01 ) é basicamente um tubo com um estrangulamento ( Chamado de Venturi ), onde existe uma depressão atmosférica que por sua vez irá succionar a gasolina. No momento que a gasolina entra em contato com o ar fluindo em alta velocidade naquele tubo, e com a depressão criada pelo estrangulamento, ela irá se vaporizar mesmo em temperaturas mais baixas que seu ponto de ebulição.Para controlar a proporção certa de gasolina misturada com ar, existem vários dispositivos: os "gicleurs".

Figura 01: As partes de um carburador básico
Os Gicleurs são similares a parafusos, sempre com um furo passante e, dependendo do tipo de gicleur, com outros furos transversais.O furo passante funciona como uma válvula que regula o fluxo de combustível que passa por ele. A seguir, temos algumas figuras que nos mostram suas características:

Figura 01-A : Exemplo de um "Gicleur Principal". Este modelo é o Aplicado nos Motores VW

Figura 01-B : Exemplo de um "Gicleur Corretor de Ar". Este modelo é o Aplicado nos Motores VW

Figura 01-C : Exemplo de um "Gicleur de Marcha Lenta". Este modelo é o Aplicado nos Motores VW

Figura 01-D : Exemplo de um "Tubo Injetor". Este modelo é o Aplicado nos Motores VW
A gasolina é enviada para o carburador através da bomba de gasolina. Ela entra na "cuba" ( uma alojamento de gasolina ) por uma Válvula de agulha, que é controlada por uma bóia. A finalidade desse dispositivo é manter um nível constante de gasolina na cuba.
Quando o motor está em pleno funcionamento ( Figura 02 ), cria-se então a depressão atmosférica no tubo Venturi. A gasolina é então succionada da cuba, passando por um "Gicleur Principal" ( Figura 01-A ) que controla a quantidade de gasolina, indo para o venturi através de um canudo chamado Difusor. No meio desse trajeto, a gasolina encontra um outro Gicleur, o de Ar ( Figura 01-B ), que proporciona uma pré-mistura que segue adiante. Ao sair pelo Difusor, a gasolina imediatamente se vaporiza e segue para ser queimada no interior dos cilindros do motor. Mas este processo ocorre somente quando o motor está em pleno funcionamento, ou seja, não está em marcha lenta ( pouca rotação ). Quando o motor não está em pleno funcionamento, o venturi não produz depressão atmosférica suficiente para succionar a gasolina da cuba.

Figura 02: Quando o motor atinge rotações de trabalho o carburador trabalha em estágio pleno
Neste caso, motor em baixas rotações, o carburador funciona somente com o circuito de marcha lenta ( Figura 03 ), já que não sai gasolina pelo difusor. O circuito de marcha lenta do carburador é um canal direto da cuba de gasolina, até o tubo venturi, passando por um ou vários "Gicleurs de Marcha Lenta" ( Figura 01-C ) que controlam somente a mistura de marcha lenta. Para este circuito funcionar não é necessário que haja uma depressão atmosférica muito grande no tubo venturi ( como no caso do difusor ). A gasolina da marcha lenta sai direto no tubo venturi, perto da borboleta ( válvula acoplada diretamente ao pedal do acelerador, que controla a quantidade de mistura que entra no motor ), pré-misturada com o ar.

Figura 03 : Funcionamento do circuito de Marcha Lenta
Quando o motor sofre uma aceleração ( Figura 04 ), a mistura Ar+Gasolina fica defasada em Gasolina ( por isso diz-se que a mistura torna-se pobre ). Para compensar isso existe um dispositivo que é nada mais nada menos que uma pequena bomba de diafragma controlada pelo pedal do acelerador, que lança diretamente no tubo venturi um jato de gasolina, através de um pequeno "Tubo Injetor" ( Figura 01-D ). Essa medida corrige a defasagem de gasolina nas acelerações.

Figura 04 : Nas acelerações, um jato de gasolina é lançado para compensar a defasagem da mesma na mistura
O afogador ( Figura 05 ) é um dispositivo utilizado para dar partida em dias mais frios. O fato da temperatura estar menor e do motor não estar em funcionamento faz com que o carburador não consiga produzir uma boa vaporização da gasolina e por isso o motor não consegue funcionar. Surge então o Afogador, que é nada mais nada menos que uma válvula borboleta instalada na entrada do tubo venturi. Ao ser acionada, essa válvula dificulta a entrada de ar ( daí seu nome: Afogar = cortar o ar ) para o carburador. Claro, ela apenas dificulta a entrada, mas não a cessa. Porém cria uma depressão atmosférica muito maior que o normal ! A conseqüência disso é que a gasolina em baixas pressões se vaporiza mais facilmente, revertendo o efeito da baixa temperatura no motor.

Figura 05 : Funcionamento do Carburador com o Afogador acionado
Os carburadores mais modernos possuem muitos recursos que tornam seu funcionamento mais eficaz, como por exemplo a sua divisão em dois estágios. Porém seu funcionamento básico é o descrito acima.
Hoje em dia o carburador já é considerada uma tecnologia obsoleta, pois foi substituído pela injeção eletrônica de combustível, que é mais eficaz.
DISTRIBUIDOR
Esse componente tem como funções básicas interromper / ligar a bobina de ignição ( através do Platinado ) e ligar a saída da Bobina de Alta tensão ao cilindro que estiver com a mistura em compressão. Como existe uma seqüência de explosão dos cilindros, basta o distribuidor seguir a mesma seqüência para estarem sempre em harmonia. O condensador serve para otimizar a faísca produzida pela alta tensão da Bobina. O eixo de Came, quando em movimento, liga e desliga o platinado provocando cortes bruscos de tensão na bobina, o que ocasiona na saída desta uma altíssima tensão ( aproximadamente 1000 vezes a de entrada ! ). A ligação entre a bobina e as velas se dá na Tampa do distribuidor juntamente com o "Cachimbo", que vai acoplado à ponta do eixo de Came. No momento em que a Bobina envia o pulso de alta tensão para a tampa do distribuidor, o cachimbo seleciona qual dos terminais vai receber a faísca.

À Esquerda: Típico Distribuidor ( Com tampa ). À Direita: Arranjo interno de um distribuidor